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Saiba identificar os gatilhos do estresse

Publicado por:
09 nov

01.101

Quando estamos estressados, a primeira coisa que fazemos é relacionar esse sentimento ao “excesso” de trabalho. Então, se o profissional passa muito tempo trabalhando, ele entende que está prejudicando sua qualidade de vida. Mas essa crença é um mito. Existem outros gatilhos que ocasionam o estresse e que vão além da quantidade de horas trabalhadas. É importante saber identificá-los.

Na verdade, quando as atividades realizadas no trabalho causam satisfação e prazer, muito provavelmente não será a quantidade de horas trabalhadas a causadora do desconforto que o profissional está sentindo. Mapear, portanto, a causa do estresse e não cair em conclusões imediatistas é o maior desafio para enfrentar e solucionar esse problema. Claro que o excesso de trabalho pode causar situações de estresse, porém isso pode estar muito mais relacionado à qualidade desse tempo do que à quantidade.

Um segundo mito muito comum de ser associado à causa de estresse é o de achar que resolvendo a equação horas de trabalho x tempo de lazer será suficiente para administrar o desconforto e ter uma vida equilibrada. É claro que diversão é importante, desanuvia os pensamentos e traz descanso, mas quando o trabalho que se realiza é prazeroso e é possível fazê-lo com satisfação, o estresse não será necessariamente um componente daquela equação.

Por isso, antes de concluir precipitadamente as causas do estresse, é preciso avaliar algumas variáveis do trabalho que podem ajudar a colocar o problema em perspectiva:

1. Pressão constante: em primeiro lugar, o profissional deve avaliar se está constantemente sob pressão. Prazos muito apertados e o excesso de metas a cumprir podem desencadear ansiedade e levar a uma crise de estresse;

2. Condições inadequadas de trabalho: outro critério importante são as condições para a realização das demandas. O profissional deve analisar se possui os equipamentos necessários para desempenhar sua função com qualidade;

3. Clima de trabalho “pesado”: a terceira variável a ser avaliada é se o profissional está trabalhando em um ambiente ruim, onde os colegas estão mal humorados, os chefes estão irritados e há um clima de tensão. O clima pode afetar e muito o desempenho e a satisfação com o trabalho;

4. Baixo retorno financeiro: qualquer pessoa fica estressada se não estiver satisfeita com o retorno financeiro do seu trabalho, principalmente se vê colegas numa posição melhor que a sua e acha que não está sendo reconhecido o suficiente pelas atividades que realiza;

5. Vida pessoal atribulada: se o profissional está passando por momentos complicados na vida pessoal e não está conseguindo produzir o suficiente no trabalho por conta disso, essa situação também pode gerar um desequilíbrio emocional.

Em resumo, para além de atribuir a responsabilidade do estresse ao número de horas trabalhadas por dia, avaliar essas variáveis é a maneira mais objetiva de formar um diagnóstico preciso do problema e resolvê-lo da forma adequada. E na hora de lidar com o resultado dessa análise, não há receita pronta. Cada profissional tem seu limite pessoal e deve aprender até onde pode ir ao se dedicar ao trabalho.

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