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De olho na engrenagem

Publicado por:
23 jul

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Durante a graduação, o estudante, ao buscar um estágio e iniciar sua experiência profissional, vai colher uma lição que não se aprende nas salas de aula. A realidade do dia a dia das organizações requer muito mais que o conhecimento técnico adquirido na universidade. Para ser bem-sucedido, é necessário, além desse conhecimento, capacidade de observar, de interpretar e, principalmente, de se adaptar.

Antes de ingressar no mercado de trabalho, é recomendável pesquisar o máximo de informações sobre o funcionamento das organizações e seu conjunto de normas e valores. Buscar identificação com o modelo de gestão da empresa é fundamental para se tornar parte dessa engrenagem. Quando se está em sintonia com esse funcionamento, torna-se mais fácil enfrentar as dificuldades inerentes à rotina de trabalho. É o que chamamos de empatia. Além disso, é preciso saber lidar com as diferenças: por maior que seja essa empatia, sempre haverá pontos de divergência, que exigirão do profissional flexibilidade e adaptabilidade.

E como descobrir se há essa empatia? Uma boa dica é tentar compreender o funcionamento da organização, procurar conhecer o seu código de ética — um código de conduta profissional previamente definido e sustentado pelos valores e princípios organizacionais — e sua política empresarial, também orientada por esses valores. Nem sempre é possível obter essas informações antes de fazer parte da empresa, mas isso pode ser feito aos poucos, após a sua chegada, à medida que o profissional se integra.

As políticas empresariais podem variar de organização para organização, mas precisam, inevitavelmente, ter algo em comum: serem claras, pertinentes e praticáveis. De nada adianta ter seu conjunto de valores devidamente sistematizado se ele não sai do papel.

Já que cada uma possui uma engrenagem própria, o estagiário deve, no momento da chegada, entender como o ambiente onde vai trabalhar funciona e, a partir daí, ponderar suas atitudes e ações. Na prática, isso quer dizer que, quanto mais parecidos forem a política de uma corporação e seu código de ética com os valores do novo profissional, mais chances ele tem de se adaptar ao local. É preciso lembrar, porém, que se identificar com esses valores e princípios não significa a ausência total de divergências, mas, sim, a capacidade de lidar com elas.

Ao adentrar no mundo corporativo, prepare-se para lidar com essa realidade e procure afinar-se com a política da empresa. Para isso, tenha sempre em mente: nesse percurso, o seu futuro profissional será construído pelas escolhas feitas a cada dia — desde o início da sua carreira.

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