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Os jovens gestores e o desenvolvimento de equipes

Publicado por:
07 dez

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Um dos grandes desafios dos jovens gestores é desenvolver suas equipes, tornando-as autossuficientes e preparadas para darem bons resultados. Porém, muitos profissionais que assumem cargos de liderança ainda esbarram no fantasma da insegurança e têm dificuldade com uma das principais práticas de gestão de pessoas: a delegação.

Principalmente entre os gestores mais jovens, percebe-se que ainda existe receio em desenvolver os profissionais da sua equipe, por medo que alguém se destaque demais e acabe ofuscando seu trabalho. Outro comportamento comum e na contramão do desenvolvimento da equipe é não querer delegar algumas atribuições que poderiam ser repassadas, seja pela dificuldade de abrir mão de atividades que gosta e estava acostumado a fazer, seja por dúvidas de que o resultado não seja o mesmo de quando ele mesmo fazia. Enfim, independente do motivo, delegação acaba sendo um “calo” nos sapatos dos gestores recém-promovidos.

No entanto, é preciso entender que ter uma equipe preparada e bem desenvolvida só traz ganhos e a delegação é uma prática essencial neste caminho. Delegar funções significa estimular a confiança da equipe, fazer com que ela se sinta responsável pelos processos e atividades e consiga desenvolver competências até mesmo para substituir seu gestor sempre que necessário.

Mas atenção: delegar não é uma tarefa fácil. Requer investimento de tempo, paciência e conhecimento da capacidade do outro. E, principalmente, exige acompanhamento e avaliação constantes. Afinal, delegar não é “delargar” as responsabilidades.

Em resumo, apesar de ser uma tarefa desafiadora, desenvolver pessoas praticando a delegação é um dos papeis principais de um gestor. É preciso ter confiança em si mesmo e administrar as inseguranças, lembrando sempre que lá no começo da sua carreira, alguém também acreditou e investiu tempo no seu desenvolvimento. Vale a pena retribuir essa atitude, fazendo com os outros o que fizeram com você.

Organize as finanças para o Ano Novo

Publicado por:
05 dez

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As contas do início do ano são um fantasma para a maioria das pessoas, pois, após desfrutar das festividades do Natal e Ano Novo, troca de presentes, confraternizações e até viagens, é necessário enfrentar as faturas do cartão de crédito, do IPVA e IPTU, matrícula e material escolar para quem tem filhos, entre outras despesas. Por isso, para não começar o ano no vermelho, é preciso organização.

Segundo dados do SPC Brasil, apenas metade dos brasileiros tem o costume de se planejar financeiramente. Essa falta de organização com as próprias finanças é algo cultural e que se manifesta mais intensamente entre os meses de dezembro e janeiro, época de maior movimentação de dinheiro fora de rotina, o que faz muitas pessoas “perderem a mão” nos gastos.

Por isso, é preciso planejar e economizar com antecedência para não acabar endividado. Afinal, as contas de início de ano não são novidade pra ninguém. Nesse caminho, seguir algumas dicas pode ajudar:

1. Caso trabalhe no regime de CLT (carteira assinada), separe ao menos uma parte do 13º para quitar dívidas (se for o caso) e pagar as contas extras do início do ano. Estime o quanto gastará e resista à tentação para não ultrapassar o limite com a compra de presentes, por exemplo;

2. Se possível, faça compras ou pague dívidas à vista. Consumidores em busca de descontos têm no pagamento à vista um bom aliado;

3. Evite parcelamentos que se arrastem ano novo adentro. Faz parte da cultura do brasileiro parcelar tudo, como se a conta não fosse chegar. Porém, é preciso avaliar não só a parcela que será paga, mas também se haverá adição de juros e encargos. Muitas vezes, quando há uma programação, esse valor a mais pode ser economizado;

4. Lembre-se: nunca é cedo demais para se organizar financeiramente. Comece a planejar as contas no ano seguinte o quanto antes para não contrair dívidas que irão prejudicar o seu orçamento no futuro.

Por fim, tenha em mente que nunca se sabe quando surgirá um imprevisto e por isso é sempre bom ter uma reserva financeira para essas horas. Uma dica é guardar todos os meses uma quantia mesmo que pequena, inicialmente. Apesar da organização financeira no começo parecer algo difícil, com o tempo suas ações começam a ficar mais naturais para economizar e entrar no ano novo com as finanças em dia.

A importância de desacelerar e aproveitar as férias

Publicado por:
30 nov

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É muito comum os profissionais associarem produtividade com trabalho incessante, mas tirar alguns dias de férias e se desligar do trabalho é vital para renovar as energias e produzir resultados. Entretanto, nem sempre essa pausa é respeitada.

Muitas pessoas têm dificuldade de se afastar do trabalho por um tempo um pouco mais prolongado, mas a recomendação é que consiga, pelo menos, descansar por no mínimo 10 dias corridos. Menos do que isso pode não ser suficiente para conseguir desacelerar e descansar.

Essas pessoas, em geral, tentam arrumar desculpas para não tirar as férias ou adiá-las, mas é preciso lembrar que elas existem porque são essenciais para a saúde dos profissionais e produtividade das empresas.
Confira abaixo algumas dicas para desacelerar e desfrutar as férias:

1. Tente se desconectar tanto do celular quanto dos e-mails. Grande parte das pessoas acaba não conseguindo se desligar do trabalho por achar que precisa acompanhar remotamente tudo o que está acontecendo na empresa;

2. Não deixe pendências no trabalho que possam te preocupar. Resolva antes de sair ou deixe a solução encaminhada. Confiar nas pessoas e delegar responsabilidades é essencial para que você consiga se desligar sem ficar tão preocupado com o que deixou para trás por uns dias;

3. Faça uma programação de atividades para garantir que não vá passar todo o tempo apenas resolvendo o que não consegue resolver quando esta trabalhando – geralmente as coisas de casa e da família. Mude a sua rotina e inclua nela atividades prazerosas e relaxantes;

4. Última dica e a mais importante: relaxe, descanse, durma e se despreocupe de horários. Isso sim pode ser vital para renovar as energias e voltar com mais fôlego para dar conta das demandas do dia a dia.

O trabalho remoto e seus impactos

Publicado por:
28 nov

03.41

Com o avanço da internet, muitas empresas modificaram suas formas de trabalho e passaram a incentivar a prática do home office entre seus empregados. Com esse movimento, os profissionais tiveram a oportunidade de optar por estruturas mais flexíveis, trabalhar em cafés ou até mesmo em casa. Porém, essa é uma prática que pode trazer vantagens, mas também outros impactos que requerem atenção.

Entre as vantagens que tornaram o trabalho remoto tão visado pelas organizações e pelos profissionais nos últimos anos estão, sem dúvidas, a redução do tempo de deslocamento entre casa e escritório e a diminuição de custos das duas partes. Além disso, a flexibilidade de horários e a possibilidade de diversificar o ambiente no qual irão trabalhar deixa os empregados mais satisfeitos e, consequentemente, mais produtivos.

Entretanto, várias empresas que antes apostaram nesse movimento estão começando a perceber alguns impactos negativos dessa dispersão geográfica da equipe optando, inclusive, por retomarem a concentração em escritórios físicos e/ou sedes.

A principal reclamação é que, com o isolamento social trazido pelo home office, os profissionais diminuíram a possibilidade de interação, o que prejudicou a troca de informações e o fluxo de ideias inovadoras que geralmente surgem nas conversas diárias que acontecem nos ambientes de trabalho. Outro impacto diz respeito à comunicação. Mesmo no mundo cada vez mais digital, com diferentes formas de se comunicar, ainda se identifica que é o fato de estar próximo, no mesmo ambiente físico, que permite uma comunicação com maior eficiência e evita lacunas de informação.

Em resumo, o home office, assim como tudo na vida, tem seus pontos positivos e negativos, e deve ser estudado e implantado com cuidado, encontrando o equilíbrio entre a colaboração remota e a conversa presencial. Até porque, nem todo mundo consegue se adequar a esse estilo de trabalho e isso também precisa ser levado em consideração.

Confraternizações e seus cuidados

Publicado por:
23 nov

11.1

Com a chegada do final de ano, as empresas realizam as tradicionais confraternizações. Com isso, surgem dúvidas sobre como se comportar nesses eventos – que nada têm a ver com as festas comuns.

As confraternizações de final de ano são momentos importantes para as organizações agradecerem aos seus profissionais pelo desempenho durante o ano, estreitar a parceria e comemorar a conquista dos objetivos, metas e resultados. Por isso, marcar presença nesses eventos não é uma escolha, principalmente porque, apesar de ser uma “festa”, também faz parte do trabalho.

Outro motivo para não levar falta é que a confraternização pode ser uma excelente oportunidade para resgatar relacionamentos e também de fazer networking, conversando com profissionais de outros setores que podem ser úteis para o desenvolvimento de novos projetos.

Mas lembre-se sempre que, apesar de ser um momento de descontração, você continua sendo observado pelos líderes e colegas de trabalho. Por isso, é indispensável manter a boa postura e evitar excessos. Tenha cuidado para não extrapolar na bebida e nas brincadeiras. Saiba ser descontraído sem causar constrangimentos.

Outro ponto de atenção deve ser a exposição exagerada nas redes sociais. Atente para o conteúdo que você está compartilhando durante a confraternização, sempre ponderando se tal foto ou vídeo é de mau gosto ou pode ser mal interpretado caso seja postado.

Em resumo, todo cuidado é pouco nas confraternizações corporativas. Tenha sempre em mente que a festa acontece só uma vez no ano, mas o seu trabalho acontecerá todos os outros dias. Por isso, não faça nada que possa trazer arrependimentos depois.

O desafio de trabalhar com atendimento ao cliente

Publicado por:
21 nov

03.7

Trabalhar com atendimento é sempre desafiador para o profissional, e um dos maiores desafios é saber escutar o que está sendo pedido. Por isso, é preciso ter atenção para minimizar os erros e mal-entendidos.

Entre os principais erros que acontecem nessa comunicação está o fato de que, muitas vezes, não escutamos com atenção porque supomos já saber o que o cliente vai falar, ou não escutamos porque já estamos raciocinando sobre como atender ou responder o pedido. Pode acontecer também de não escutarmos devidamente por acreditarmos que o cliente não poderá interferir ou contribuir com a nossa atividade. Afinal, os especialistas somos nós!

Enfim, são várias as situações que prejudicam o entendimento e que podem nos colocar em situações difíceis, já que quem está pagando quer receber exatamente aquilo que contratou. Por isso, é importante compreender o papel fundamental do cliente como parceiro no atendimento.

Nesse caminho, procure sempre ouvir com atenção e registrar o que está sendo solicitado. Devolva para o cliente esse registro como forma de confirmar se a compreensão do pedido foi adequada. E, por fim, combine como será a prestação de serviços, os prazos para realização e quais são os resultados esperados.

Em caso de erros, nunca omita. É importante informar ao cliente todos os acontecimentos com relação ao seu atendimento. E não comece uma disputa pelo certo ou errado. Focar na solução do problema é a melhor saída para garantir um relacionamento duradouro.

Iniciativas que não são concluídas

Publicado por:
16 nov

02.41

Tenho várias boas ideais que eu sei que têm potencial, mas acabo me perdendo pelo caminho e elas ficam sem conclusão. O que fazer para não perder o foco?

Existem pessoas que são conhecidas por terem mentes inquietas. Estão sempre tendo novas ideias, pensando em novas possibilidades e diferentes projetos. Mas a questão é que este tipo de comportamento pode revelar um traço de dispersão e falta de foco, o que pode colocar em risco as boas ideias e fazer as iniciativas irem por água abaixo.

Em geral, essas pessoas acabam tendo mais dificuldade de concluir seus projetos. São as famosas iniciativas sem “acabativa”. Ou seja, sem fechamento e conclusão. Quem tem esse perfil disperso, muitas vezes quando engrena uma coisa, já começa outra e não espera nem o resultado da primeira ação surtir efeito. Ou coloca em pauta um projeto que não consegue dar andamento porque sempre surgem novas ideias e complementos.

Portanto, se você é uma dessas pessoas, atenção! Começou um projeto e entendeu que está no caminho certo? Vá até o fim. Coloque um limite em novas ideias, afinal, aquela primeiro projeto precisa sair do papel. Não adianta ficar sempre incrementando, melhorando ou buscando fazer diferente. Uma hora o que ficou definido precisa acontecer.

Mantenha o foco e evite abrir várias frentes de trabalho ao mesmo tempo, a não ser que seja necessário em virtude de alguma situação. Anote as novas iniciativas para não perdê-las de vista, mas mantenha-se naquela que você elegeu como prioridade. Em um segundo momento você poderá resgatá-las e colocá-las em prática com a atenção necessária.

Você se contrataria?

Publicado por:
14 nov

03.7

Muitas vezes, o profissional entra numa rotina tão comum e conhecida para ele que acaba se esquecendo de revisitar alguns comportamentos básicos e avaliar se está entregando o seu melhor desempenho. Apesar de ser um movimento natural, é preciso ter cuidado com essa acomodação, pois ela pode distanciar o empregado do padrão que é exigido dele, colocando seu cargo em risco.

Por isso, é válido parar e se perguntar: “se eu estivesse começando agora nesta empresa, estaria trabalhando do mesmo jeito, desempenhando minhas atividades da mesma forma e com o mesmo interesse?”. Indo além nesta autoavaliação, também é interessante se questionar se, caso estivesse do outro lado hoje, contrataria um profissional igual a você?

Não é raro obter uma resposta negativa para essas questões. Isso acontece porque nos acostumamos com a atividade, com o clima e com a cultura e, de alguma forma, nos acomodamos. Para evitar acomodação, é essencial manter-se alerta para não ser totalmente capturado pela rotina e pelo funcionamento no “piloto automático”. Lembre-se de confrontar seu próprio comportamento com aquilo que você acredita ser um padrão de excelência, e persiga este padrão continuamente. Enquanto profissionais, devemos sempre estar atentos às melhorias e não à acomodação.

Às vezes, temos um chefe mais tolerante com algumas questões e nos deixamos influenciar. Isso pode ser uma armadilha. Não deixe de fazer aquilo que é certo em função do movimento ou perfil do grupo ou do próprio chefe. Por exemplo, se seus colegas costumam chegar atrasados ou não levam muito a sério os prazos finais, pois sabem que têm margem para negociar com o gestor, cuidado. Isso pode se tornar um círculo vicioso e prejudicar seu desempenho geral. Entenda que é cumprindo com o seu melhor papel que você tem chance de se diferenciar.

Por fim, tenha sempre em mente que a sua visão de um bom empregado precisa estar alinhada com a expectativa da empresa em relação à sua atuação. Procure ter explicitado os resultados que esperam de você nas diferentes atividades e questione sempre que achar oportuno se sua avaliação está sendo positiva. Desta forma, você se manterá sempre um profissional “contratável”.

Saiba identificar os gatilhos do estresse

Publicado por:
09 nov

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Quando estamos estressados, a primeira coisa que fazemos é relacionar esse sentimento ao “excesso” de trabalho. Então, se o profissional passa muito tempo trabalhando, ele entende que está prejudicando sua qualidade de vida. Mas essa crença é um mito. Existem outros gatilhos que ocasionam o estresse e que vão além da quantidade de horas trabalhadas. É importante saber identificá-los.

Na verdade, quando as atividades realizadas no trabalho causam satisfação e prazer, muito provavelmente não será a quantidade de horas trabalhadas a causadora do desconforto que o profissional está sentindo. Mapear, portanto, a causa do estresse e não cair em conclusões imediatistas é o maior desafio para enfrentar e solucionar esse problema. Claro que o excesso de trabalho pode causar situações de estresse, porém isso pode estar muito mais relacionado à qualidade desse tempo do que à quantidade.

Um segundo mito muito comum de ser associado à causa de estresse é o de achar que resolvendo a equação horas de trabalho x tempo de lazer será suficiente para administrar o desconforto e ter uma vida equilibrada. É claro que diversão é importante, desanuvia os pensamentos e traz descanso, mas quando o trabalho que se realiza é prazeroso e é possível fazê-lo com satisfação, o estresse não será necessariamente um componente daquela equação.

Por isso, antes de concluir precipitadamente as causas do estresse, é preciso avaliar algumas variáveis do trabalho que podem ajudar a colocar o problema em perspectiva:

1. Pressão constante: em primeiro lugar, o profissional deve avaliar se está constantemente sob pressão. Prazos muito apertados e o excesso de metas a cumprir podem desencadear ansiedade e levar a uma crise de estresse;

2. Condições inadequadas de trabalho: outro critério importante são as condições para a realização das demandas. O profissional deve analisar se possui os equipamentos necessários para desempenhar sua função com qualidade;

3. Clima de trabalho “pesado”: a terceira variável a ser avaliada é se o profissional está trabalhando em um ambiente ruim, onde os colegas estão mal humorados, os chefes estão irritados e há um clima de tensão. O clima pode afetar e muito o desempenho e a satisfação com o trabalho;

4. Baixo retorno financeiro: qualquer pessoa fica estressada se não estiver satisfeita com o retorno financeiro do seu trabalho, principalmente se vê colegas numa posição melhor que a sua e acha que não está sendo reconhecido o suficiente pelas atividades que realiza;

5. Vida pessoal atribulada: se o profissional está passando por momentos complicados na vida pessoal e não está conseguindo produzir o suficiente no trabalho por conta disso, essa situação também pode gerar um desequilíbrio emocional.

Em resumo, para além de atribuir a responsabilidade do estresse ao número de horas trabalhadas por dia, avaliar essas variáveis é a maneira mais objetiva de formar um diagnóstico preciso do problema e resolvê-lo da forma adequada. E na hora de lidar com o resultado dessa análise, não há receita pronta. Cada profissional tem seu limite pessoal e deve aprender até onde pode ir ao se dedicar ao trabalho.

Não tenho interesse em participar da empresa da minha família, mas gostaria de acompanhar a evolução dos negócios.

Publicado por:
07 nov

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Minha família tem uma empresa, mas tenho outros interesses profissionais e não desejo atuar na gestão dos negócios. Como faço para não perder de vista o patrimônio construído pelos meus pais?

Nem sempre os herdeiros seguem o rumo desejado pelos fundadores das empresas familiares, que é ter como projeto profissional trabalhar nos empreendimentos da família. Seja por não se identificar com a área ou por preferirem seguir outros caminhos, é comum que alguns herdeiros façam a escolha de não atuarem diretamente na empresa da família, e essa decisão deve ser respeitada. Porém, isso não significa deixar de lado o seu patrimônio.

É preciso lembrar que ser herdeiro não significa ser um executivo nem ter uma rotina de trabalho diária nos negócios da família. Entretanto, mesmo não participando da gestão empresarial, o patrimônio não deixa de ser dele por direito, e todos os resultados da empresa, sejam bons ou ruins, poderão impactar diretamente no futuro dele.

Por isso, é importante desenvolver meios de acompanhar o desempenho empresarial e as decisões de maior impacto, conhecer a estrutura e funcionamento da empresa e saber como está o mercado em que está inserida. Desta forma, terá recursos para opinar quando necessário e, inclusive, poder contribuir aos negócios mesmo sem atuar diretamente.

Existem várias formas de fazer isso e cada empresa definirá a melhor considerando seu modelo de governança. O que precisa ser garantido é um espaço de discussão com a participação de herdeiros, outros sócios e os principais executivos. Mas lembre-se: é preciso respeitar as políticas, as normas e os acordos estabelecidos para a empresa e para a família.

Em resumo, ninguém é obrigado a atuar na empresa da família, mas ser herdeiro não é uma escolha. Por isso, não se deve, de modo algum, desconsiderar seu patrimônio, deixando que outras pessoas decidam questões importantes que em algum momento poderão impactar o seu futuro e no de sua família.