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Os limites da informalidade

Publicado por:
25 jun

03.61

Em algumas empresas, no geral aquelas que exigem um trabalho mais criativo, as “normas” são menos rígidas, os profissionais têm uma maior liberdade de atuação, seja para se expressar, se vestir ou até mesmo com seus horários e a rotina de entrega de tarefas. No entanto, mesmo nesses ambientes mais flexíveis, alguns limites e regras de etiqueta precisam ser respeitados.

É fato que o mercado de trabalho mudou nos últimos anos, principalmente quando falamos de empresas mais “jovens”, como startups ou agências de publicidade e comunicação, por exemplo, onde comportamentos mais informais são bem aceitos e comuns no dia a dia. Por outro lado, o que temos visto é que muitos profissionais, usando o “manto” da informalidade, estão esquecendo de atitudes que passam, em primeiro lugar, pelas boas maneiras.

Quando o perfil do ambiente de trabalho permite, o profissional pode sim ter um comportamento mais informal dentro da empresa. Porém, quando envolve relacionamento com clientes, networking e outras situações que podem refletir em como a organização e ele próprio são vistos pelo mercado, é preciso ter tato. Afinal, em sociedade e no mundo corporativo, a falta de traquejo pode levar a situações embaraçosas, impacto negativo na imagem profissional e até mesmo a perdas significativas, inclusive de um bom negócio.

Saber se apresentar e se portar numa reunião ou evento de trabalho; atentar para a linguagem que utiliza – evitando palavrões e gírias; se estiver em um almoço ou jantar de negócios, por exemplo, saber se comportar à mesa, são apenas alguns exemplos de situações e comportamentos que exigem certa formalidade e uso das regras de etiqueta. Na dúvida, observar o estilo dos ambientes que frequenta, seja empresa ou cliente, e optar pela sobriedade ou básico são sempre os melhores caminhos para não se cometer gafes.

Repassar a responsabilidade não é a solução

Publicado por:
20 jun

01.111 (2)

No dia a dia profissional, é frequente recebermos atribuições ou tarefas que dependem do contato ou retorno de terceiros. Porém, mais comum ainda, são aquelas pessoas que acham que, para tirar a demanda da sua lista de pendências, basta encaminhar a tarefa, o que é um erro.

Sabemos que o cotidiano empresarial é corrido, muitas vezes ficamos sobrecarregados e que, para muita gente, a lista de tarefas a cumprir só faz crescer. Porém, é essencial entender que, uma vez que a responsabilidade por uma demanda é designada a você, é preciso acompanhá-la até a sua resolução.

Não basta mandar um e-mail ou mensagem no WhatsApp, ou até mesmo um aviso de que precisa falar com a pessoa ou acessar alguma informação, e achar que fez a sua parte já que a “bola” está com outro. Afinal, responsabilidade não é algo que se transfere, e se determinada tarefa lhe foi atribuída, é porque alguém o julgou capaz de atendê-la e faz parte do seu pacto de trabalho.

Então, vale sempre lembrar que, no âmbito profissional, no final, o que vale é o resultado, e não apenas o esforço ou a tentativa. Se você não conseguiu resolver a pendência por um caminho, tente outras possibilidades. Seja proativo e busque alternativas práticas para resolver suas pendências. Do contrário, a lista de “coisas a fazer” nunca vai diminuir.

Cuidar do futuro sem perder o foco no presente

Publicado por:
18 jun

9.31

O planejamento estratégico é uma ferramenta essencial da gestão que tem como função principal auxiliar as empresas a identificar seus desafios e estabelecer onde pretendem estar a longo prazo. Porém, muito embora trate prioritariamente do futuro da organização, são muitos os planejamentos estratégicos que falham por não considerar questões operacionais que quando não trabalhadas, inviabilizam o estratégico.

Muitos empresários e gestores ainda entendem o planejamento estratégico como algo que só considera aquilo que terá impacto direto no futuro, e acabam esquecendo de considerar problemas do cotidiano que estão impedindo que os avanços aconteçam. Ou seja, por mais que olhar para frente seja essencial para garantir a competitividade das empresas, quando não existe equilíbrio entre o que acontece no presente e o que se espera para os próximos anos, dificilmente o que foi planejado sairá do papel. Afinal, para chegar no futuro é preciso cuidar do presente.

Por isso, ao identificar que o planejamento não está acontecendo como o previsto, é hora de verificar se não existe uma barreira no operacional que está travando os avanços. Muitas vezes são problemas pequenos ou pontuais, mas que não podem ser desconsiderados ou minimizados. Neste caminho, vale estabelecer reuniões para compartilhar e discutir dificuldades do dia a dia que estão dificultando o andamento da estratégia. Desta forma, se estabelece o hábito de pensar no hoje sem descuidar do futuro.

O segredo de uma seleção de sucesso

Publicado por:
13 jun

03.31

Recrutamento e seleção são processos de gestão de pessoas presentes em todas as empresas, algumas com as políticas mais claras e definidas e outras ainda fazendo de forma empírica e intuitiva. Essas atividades não se resumem a anunciar as vagas e fazer entrevistas, existem técnicas que, quando subestimadas, têm consequências diretas na qualidade das equipes de trabalho.

Apesar da importância do recrutamento e da seleção estar presente no discurso das lideranças, muitas organizações acabam optando por caminhos aparentemente mais fáceis no momento em que precisam contratar alguém – como, por exemplo, aceitando indicação de amigos e colegas de trabalho sem prévia avaliação do profissional, e tendo que encarar uma contratação equivocada. Para evitar cair em algumas armadilhas típicas de processos de recrutamento e seleção, vamos trabalhar algumas orientações:

A primeira ação deve ser definir o perfil do profissional mais adequado para a vaga a ser ocupada, considerando habilidades técnicas e comportamentais. Depois, é o momento de preparar o anúncio da seleção, definir os locais de publicação e o prazo limite para recebimento de currículos. A partir daí se inicia o processo de análise do material recebido. É importante ter bastante atenção para identificar quais candidatos realmente se encaixam no perfil estabelecido anteriormente.

As entrevistas são indispensáveis para acertar na escolha, por isso, o ideal é não se limitar apenas a um encontro. Conversas individuais e dinâmicas em grupo podem ajudar e muito na avaliação, e nesta etapa é fundamental o envolvimento dos futuros gestores do profissional para que possam ter uma participação ativa na decisão de contratação. Por mais que haja empatia logo “de cara” e que o profissional mais cotado atenda a todos os pré-requisitos, é preciso amadurecer a escolha para minimizar a chance de falhas.

Além disso, quanto mais informações forem reunidas sobre os candidatos, maiores serão as chances de sucesso na contratação. É importante estudar a vida pessoal e familiar, pois ajuda a perceber se eles têm valores parecidos com os da empresa, e também buscar referências profissionais anteriores, pois a visão de quem já esteve com eles no dia a dia de trabalho trará melhores indícios sobre caráter, desempenho e comprometimento.

Em resumo, recrutamento e seleção é um processo que demanda cautela e, principalmente, paciência. Contratar um profissional “para ontem” é sempre um risco. Por isso, vale investir um pouco mais de tempo para aumentar as chances de escolher o candidato mais apropriado para a vaga e para a empresa.

Modismos ou tradição na escolha da carreira

Publicado por:
11 jun

02.1

Ter sucesso na sua área de atuação e, claro, ser bem remunerado por isso, é o desejo da grande maioria dos profissionais. Porém, é comum encontrarmos pessoas que colocam como prioridade na carreira apenas ganhar dinheiro e que vão atrás das tendências e modismos do momento, sem considerar seu perfil de competência.

É compreensível que os profissionais, principalmente os mais jovens, sejam atraídos pelas carreiras ou atividades de atuação que estão “na moda”. No entanto, poucos consideram que os modismos e as tendências de mercado, invariavelmente, tendem a mudar, transformando-se numa armadilha e frustração profissional. O risco, no fim das contas, será o profissional se ver, no futuro, trabalhando em uma área que já não tem tanto destaque e que não o realiza financeiramente nem é o que gosta de fazer.

É importante entender que uma profissão por si só não garante o sucesso, mas sim a forma como nos colocamos estrategicamente em nossa carreira. É preciso, sim, estar antenado nas tendências e movimentos do mercado, mas sempre buscando atuar naquilo que se identifica e sabe fazer melhor, tendo o dinheiro como uma consequência.

Neste caminho, são muitas as variáveis a serem consideradas: identificação com a área, situação do mercado, conhecimento e recursos que a atividade exige, entre outras. Mas o que vai fazer realmente a diferença é ser bom no que se propõe a fazer, ocupando lacunas de competências do mercado. E fazer a diferença é quase impossível quando não se tem afinidade com o trabalho que realiza.

Como lidar com os modismos na gestão

Publicado por:
06 jun

9.0 geracaoY

Sabemos que a demanda por soluções fáceis, inovadoras e com resultados imediatos tem pressionado o aperfeiçoamento e a inovação constante das empresas na busca por melhores resultados. Este cenário tem feito, cada vez mais, com que novas ferramentas e alternativas de gestão que prometem ajudar a resolver a carga crescente de problemas “viralizem” e virem moda entre empresários e gestores. Porém, esses modismos podem ser mais uma armadilha.

É compreensível e legítimo que as empresas busquem soluções mais rápidas e que tragam conforto e “segurança” para os seus problemas. Afinal, o que pode dar errado se a mesma prática foi um sucesso em outra organização ou se um colega da área indicou uma nova ferramenta revolucionária? A resposta é que sim, muita coisa pode dar errado. Afinal, cada empresa é um “mundo”, com suas particularidades e diferentes necessidades.

O grande desafio do mercado atual, tão competitivo, tem sido se manter antenado com as inovações, sem embarcar nos modismos, que podem ser passageiros por suas próprias características. Neste caminho, o mais importante é ter cautela. Não se deve comprar uma ideia só porque ela se vende como mágica ou milagrosa. É essencial conhecer a ferramenta ou nova prática, fazendo uma análise crítica e observando experiências de outras empresas com perfis similares.

Em seguida, deve-se buscar conhecer as vantagens e fragilidades do que está sendo proposto. Com isso, é possível avaliar a adequação dessa prática ou ferramenta à realidade empresarial e às condições do momento. No fim das contas, é como lidamos com a moda, por exemplo. A cada estação, são ditadas novas tendências em modelagem, cores, padrões. Cabe ao consumidor entender se essas tendências se encaixam no seu perfil e preferências. Na gestão é igual. É preciso avaliar se a ferramenta que está na moda também “nos cabe”.

Abandonar o controle financeiro não é a solução

Publicado por:
04 jun

01.3 1

Em momentos de crise e recessão como esse que estamos enfrentando, não é difícil encontrar alguém que esteja passando por dificuldades financeiras e que, ao invés de buscar resolver o problema efetivamente, tenha optado simplesmente por ignorá-lo, achando que assim vai diminuir a angústia do endividamento. São pessoas que evitam olhar o extrato bancário ou que até mantém um acompanhamento de gastos, mas que quando veem as contas entrando no vermelho, preferem não ver e “abandonam os instrumentos e mecanismos de controle”. Mas, na prática, quais são os riscos dessa decisão?

No senso comum, ter saúde financeira significa que existe um equilíbrio entre o dinheiro que sai e o que entra. Saber disso e acompanhar sistematicamente se as contas estão fechando no “azul” não exige que a pessoa seja especialista na área de finanças. É algo básico e que simples ferramentas de controle podem resolver.

Entretanto, o que vemos são pessoas se endividando cada vez mais e, pior, muitas sequer têm noção disso ou optam por “fechar os olhos” para o problema para não se frustrarem. Porém, uma coisa é certa: adiar a solução ou abandonar o controle não vai fazer a dívida desaparecer, pelo contrário. Só vai gerar o famoso efeito “bola de neve” e aumentar o problema e suas consequências.

A conta do descontrole virá de toda forma e com ela a sensação de ter que correr para sanar um prejuízo que, na grande maioria das vezes, já tomou uma proporção tão grande que se torna muito mais difícil e angustiante de resolver. É importante estancar o processo antes que suas consequências levem a impactos negativos no desempenho profissional.

Por isso, a dica de ouro é: não desista do controle financeiro, mesmo diante das dificuldades! Ele é extremamente necessário para nos situar na realidade que estamos vivendo e indicar até quanto podemos gastar no dia a dia sem cair na armadilha do endividamento.

Seja um profissional curioso

Publicado por:
30 mai

01.51

Quem nunca escutou aquele ditado que diz: “a curiosidade matou o gato”. Esta conotação negativa para as pessoas que são curiosas e “metidas” em assuntos diversos é muito comum na sociedade, inclusive dentro do mercado de trabalho. Porém, quando é bem utilizada, a curiosidade pode ser considerada como um propulsor para ocupar posições mais estratégicas.

Buscar e conectar informações sobre a sua e outras áreas, perguntar e mostrar interesse sobre o funcionamento dos processos, se colocar ativamente diante das dificuldades e desafios, mesmo que estes não estejam diretamente ligados à sua função. Todas essas são atitudes de profissionais que se colocam como protagonistas das suas carreiras. Além disso, cada vez mais, o mercado de trabalho tem buscado pessoas proativas, que vão além das responsabilidades contratadas e que conseguem ter outros olhares sobre o mundo.

No entanto, ainda são muitos os profissionais que acham que, agindo assim, serão vistos pejorativamente como intrometidos e curiosos, e acabam assumindo uma atitude passiva e restrita no dia a dia de trabalho, o que também não irá agregar positivamente à sua imagem. Por isso, é preciso saber separar a curiosidade como qualidade e como defeito, e o limite é tênue.

Uma coisa é ser curioso só por ser, para ter acesso a informações reservadas que não lhe dizem respeito ou utilizá-las como moeda de troca ou poder. Outra bem diferente é ser curioso com um propósito, buscar o conhecimento para poder ajudar de alguma forma, para fazer parte do processo e interferir positivamente nos resultados.

Empresas que primam pela competitividade pedem por profissionais que tenham essa atitude positiva, que buscam as informações necessárias para realizar seu trabalho com excelência e que as utilizem em benefício do futuro da organização. Caso contrário, a iniciativa pode ser entendida como uma curiosidade alheia, sem propósito e desnecessária, ou até mesmo ver vista com desconfiança. E isso é muito ruim para qualquer profissional.

Criar um bom networking exige estratégia

Publicado por:
28 mai

01.51

Com mercado cada vez mais competitivo, tornou-se essencial, para profissionais e empresários, fortalecer o networking. Também conhecido como “rede de relacionamentos”, quando é bem feito, o networking faz a diferença, pois permite abrir portas para diversas oportunidades, conquistar novos clientes, ajudar e ser ajudado nos desafios do dia a dia empresarial. Porém, a prática também exige alguns cuidados.

Muitas pessoas ainda acham que fazer networking consiste em ir para eventos aleatórios e levar um “bolo” de cartões de visita para distribuir. Não é bem assim. Entregar dezenas de cartões ou ter milhares de amigos nas redes sociais não significa, necessariamente, que você está criando uma rede de relacionamentos apropriada e que realmente funcione. O verdadeiro networking se baseia em relações de troca, em se fazer conhecido no meio em que atua e precisa se relacionar. Mas para conquistar todos esses benefícios, é preciso estratégia. A principal delas é saber onde circular.

São muitas as ofertas de eventos, meet ups, fóruns de discussão e demais situações que podem proporcionar a interação com novas pessoas, mas nem todas elas serão efetivas. Por isso, é essencial escolher quais espaços são mais estratégicos para sua área de atuação e buscar se inserir neles. Saber se portar adequadamente nesses ambientes também faz diferença. O profissional, para se destacar, não pode ficar passivo, porém assumir uma postura de “estrela” pode ser uma armadilha.

O ideal é se colocar com consistência, sabendo onde se incluir e respeitando o espaço do outro, ter clareza do que vai dar visibilidade entre as suas competências e, além disso, atentar para a própria imagem, pois ela vai refletir na forma como as pessoas o veem. E lembre-se: depois de estabelecidas, é necessário investir tempo para cultivar as relações criadas através do networking, do contrário você correrá o risco de cair no esquecimento.

Atentar para o discurso é essencial na prática da gestão

Publicado por:
23 mai

7.5trainees

Uma das características fundamentais da liderança é o seu discurso. A habilidade do gestor para envolver, motivar e influenciar a equipe através da fala, lhe dá condições de conduzir e ser respeitado pelo grupo” – Heródoto Barbeiro, em “Falar para Liderar”. No entanto, muito embora a essencialidade da comunicação seja reconhecida, muitos gestores acabam esquecendo da importância de atentar para o que as pessoas estão falando ao seu redor.

No dia a dia da gestão, o líder precisa estar atento para ouvir e interpretar o discurso da sua equipe, que pode se apresentar de duas formas: aquilo que é explicitado, dito e conhecido por todos; e o que fica implícito e não é, ou mesmo não pode ser dito, reconhecido ou admitido.

Ou seja, o gestor deve ter atenção, também, ao que não é dito, além das falas isoladas que, muitas vezes, podem ser parte da percepção coletiva. Não é incomum encontrarmos gestores que desconsideram uma crítica ou opinião diferente da sua por acharem que aquilo não reflete o pensamento comum da equipe. Porém, é fato que, no exercício da gestão, qualquer discurso é significativo, mesmo aquele que se apresenta de forma estranha, inusitada ou até mesmo “irracional”, como, por exemplo, os atos falhos, esquecimentos, comentários “casuais”, “enganos” de comunicação, etc.

Não se pode tomar apenas uma fala como verdade absoluta, mas, ao mesmo tempo, não se deve desconsiderá-la de imediato. É preciso tentar fazer conexões com o contexto em questão, com o objetivo de encontrar significados que podem ser respostas ou hipóteses para o que está sendo dito. Por outro lado, o gestor também precisa estar atento à ausência do discurso.

Uma equipe que não se expressa demonstra que algo pode estar errado na relação entre líder e liderado. Pode indicar, por exemplo, que os profissionais não se sentem confortáveis e seguros em dialogar ou expor opiniões e críticas para o gestor. Em resumo, a atuação gerencial traz com ela inúmeros desafios, e saber escutar é um deles. Afinal, como já dizia Peter Drucker: “o mais importante na comunicação é ouvir, e ouvir o que não foi dito”.