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A importância do Plano de Desenvolvimento Individual

Publicado por:
15 fev

04.21

Todo ciclo de avaliação de desempenho de um profissional deve se encerrar com a construção de um conjunto de compromissos pactuados com o profissional, para nortear o que precisa ser melhorado em um determinado período de tempo. Porém, na realidade de algumas organizações, é comum que esse pacto não aconteça, ou não seja acompanhado periodicamente, sendo resgatado apenas na avaliação seguinte, comprometendo a conquista dos resultados efetivos. Mas qual seria a melhor forma de fazer esse acompanhamento?

O objetivo do plano de desenvolvimento individual é delimitar as ações concretas que permitirão manter o foco e definir estratégias que vão contribuir para o caminho a ser trilhado, visando à melhoria do desempenho. Além de ser um instrumento importante para o comprometimento do profissional com o seu próprio desenvolvimento, também pode ser considerado uma ferramenta relevante da gestão de pessoas, permitindo comparar os resultados de cada avaliação e analisar o alcance de melhores resultados.

Apesar de muitas empresas terem políticas de desenvolvimento estruturadas, quando isso não acontece, o profissional pode tomar a iniciativa e dar o primeiro passo, buscando construir com o suporte do seu gestor imediato as metas e ações que devem ser priorizadas, sem esperar um movimento formal da organização para começar. Afinal, o maior interessado na melhoria do seu desempenho é ele mesmo.

Mas, apenas definir o que deve ser feito não se constitui em garantia para que o que foi planejado aconteça. Mesmo que haja vontade e um compromisso inicial do profissional, é preciso ir mais além. Para que o plano funcione de maneira eficaz, é necessário estabelecer uma rotina periódica de acompanhamento que permita avaliar os avanços e os aspectos que ainda precisam ser melhorados em tempo hábil.

Afinal, quando este monitoramento não é feito, o profissional perde a oportunidade de acompanhar sua evolução, e pode acabar deixando passar algo, sem dar a ênfase necessária para algum aspecto importante apontado na avaliação. Ele também ajuda a estreitar o diálogo com o gestor, que pode se utilizar, também, da ferramenta, para avaliar e ajudar no crescimento do profissional, o que será vantajoso também para a empresa.

O risco de não identificar as boas práticas da minha empresa

Publicado por:
13 fev

01.51

É comum encontrarmos profissionais que têm dificuldade de reconhecer as boas iniciativas e práticas das empresas em que trabalham. Eles costumam focar mais naquilo que falta, no que se ressentem ou no que desejam. Esta falta de valorização pode levar ao descontentamento e à busca por outros caminhos, o que pode ser uma decisão equivocada. E o que fazer para evitar que isso aconteça?

Muitas vezes, só quando conhecem a realidade de outras organizações e práticas do mercado é que esses profissionais reconhecem o que a empresa deixada para trás tinha de bom. Existem, inclusive, situações em que essas pessoas acabam se arrependendo e pedindo para voltar. Então, para evitar esse equívoco, é importante ter sempre em mente que desejar não tem limites, e que se a gente não se der conta, ficamos presos ao imaginário e às fantasias, deixando de reconhecer e aproveitar o lado positivo das coisas.

No âmbito do trabalho, é preciso enxergar o que existe de bom nas práticas de gestão, a abertura e a liberdade de comunicação com os superiores, as oportunidades de desenvolvimento, o clima e o ambiente de trabalho, as remunerações indiretas, os benefícios oferecidos, dentre outros aspectos. São ações que muitas vezes acontecem naturalmente e que nem sempre são tão fáceis de identificar.

Portanto, o profissional precisa aprender a perceber e a valorizar as boas práticas da sua empresa, deixando de lado a idealização de outras realidades que podem nem existir. Afinal, já sabemos que a grama do vizinho nem sempre é tão verde quanto parece ser. As dificuldades podem surgir em todas as organizações e, se ao menor sinal de insatisfação, o profissional já pensa em partir para uma outra realidade, sua decisão poderá trazer consequências desagradáveis no futuro.

Como lidar com uma avaliação de desempenho negativa

Publicado por:
08 fev

03.131

Recebi do meu gestor, de forma respeitosa, o retorno sobre minha atuação profissional e me surpreendi com uma avaliação de desempenho negativa. Como lidar com esta situação da melhor forma?

O retorno de uma avaliação de desempenho deve ser visto como um espaço para dialogar e conhecer a visão do outro sobre a nossa atuação, já que no dia a dia acabamos não percebendo alguns pontos em que precisamos melhorar. O feedback, quando bem realizado, é também uma valiosa ferramenta de gestão de pessoas e, mesmo quando negativo, não deve ser visto como algo desfavorável para quem o recebe. Pelo contrário, o objetivo é de ajudar o profissional a crescer e melhorar.

Porém, muitas vezes, quando se trata de uma avaliação pouco positiva, as pessoas tendem a resistir e costumam ter mais dificuldade em aceitar a visão do outro. Então, afinal, como fazer para que este momento do retorno possa ser bem aproveitado e obtenha os resultados a que se pretende?

Algumas dicas importantes podem ajudar o profissional a lidar melhor com esse momento:
(01) Escute até o fim o que o seu gestor tem a dizer ou leia atentamente a avaliação que lhe foi entregue. Caso tenha dúvidas sobre algum aspecto ou precise de mais informações, não hesite em perguntar. Neste momento, o importante é compreender com clareza os pontos que precisam ser desenvolvidos. (2) Mesmo se não concordar com alguns pontos da avaliação, evite adotar uma postura defensiva, tente entender melhor o que as pessoas estão percebendo, solicite exemplos e fatos que possam evidenciar o que está sendo colocado. Estar aberto às críticas é condição primeira para conseguir mudar e melhorar efetivamente. (3) Se necessário, peça um tempo para refletir sobre o que foi dito e processar a avaliação, solicitando uma nova conversa em um segundo momento.

E para auxiliar no projeto de mudança, construa, em conjunto com o seu superior imediato, um plano de aperfeiçoamento que contenha alternativas práticas para melhorar seu desempenho. Este momento pode também ser uma oportunidade de pedir sugestões de como agir diferente e, assim, alcançar melhores resultados.

Por fim, perceba o feedback como uma ferramenta importante tanto para o desenvolvimento da empresa quanto para o profissional. Logo, se você tem o privilégio de recebê-lo (porque nem todos possuem), encare-o como uma oportunidade para aprender mais e melhorar resultados.

Empreender ou voltar para o mercado?

Publicado por:
06 fev

02.41

No auge da crise, perdi meu emprego e investi em um empreendimento próprio, mas ele não está rendendo como eu esperava. Com a retomada da economia, é melhor voltar ao mercado de trabalho ou continuar empreendendo?

Nos últimos anos, com a crise afetando a economia brasileira e muitas empresas enxugando seus quadros, a opção para muitos profissionais foi a de montar seu próprio negócio para tentar fugir do desemprego. Diante dos primeiros sinais de retomada, é comum que muitos desses novos empreendedores, principalmente aqueles que ainda não conseguiram obter o retorno financeiro esperado, pensem em largar tudo e voltar a buscar uma recolocação no mercado de trabalho.

Entretanto, é preciso ter cuidado para não tomar uma decisão impulsiva e acabar jogando fora o tempo e o dinheiro investidos na empreitada. Tenha em mente que os resultados não aparecem de uma hora para outra e que, principalmente quando o negócio tem uma estrutura mais complexa e um custo fixo maior, colher os louros do investimento feito pode levar algum tempo.

Para ajudar nessa decisão de voltar a procurar emprego ou permanecer empreendendo, as reflexões abaixo podem ser bastante valiosas:

1. Avalie o seu grau de identificação com a nova atividade. Afinal, para empreender com sucesso, é preciso gostar do que está fazendo, além de ter competências para correr risco, trabalhar sob pressão e liderar pessoas. Às vezes, as empresas não vão pra frente porque quem está no comando não tem um perfil adequado e, em pouco tempo, ficam sem energia para o trabalho e paciência para esperar os resultados acontecerem;

2. Avalie também o seu nível de conhecimento em relação ao novo negócio e ainda sua disposição para estudar e aprofundar as informações – fazer pesquisas sobre o segmento, entender as exigências do mercado, o desenvolvimento dos concorrentes e os riscos de empreender na área. Isso ajudará a ter uma avaliação mais fiel em relação às expectativas de futuro;

3. Tente administrar as expectativas e ser persistente. Se é realmente o que quer, não abra mão do investimento diante da primeira dificuldade, a não ser que o seu fôlego financeiro não permita que continue na rota do empreendedorismo.

Em resumo, a opção por ter um negócio próprio precisa ser vista como um projeto profissional, e não como algo temporário diante de uma realidade difícil. Mas caso a sua opção seja a de retornar ao mercado de trabalho, avalie como fará o repasse do negócio para não desperdiçar todo o investimento feito até então.

Como aproveitar uma oportunidade, mesmo sem o conhecimento técnico necessário

Publicado por:
01 fev

03.111

Apareceu uma oportunidade na empresa em que trabalho e o meu gestor entende que eu posso ser promovido e ocupar um lugar mais estratégico. Porém, estou inseguro pois a atividade exige um conhecimento técnico que eu não possuo. O que fazer?

Ser cotado a assumir uma nova função, mais exigente que a anterior, é uma excelente forma de ser reconhecido pelo trabalho que está sendo desempenhado. Porém, nem sempre a oportunidade surge exatamente na sua área de atuação e é justamente a perspectiva de mudar para algo novo e desconhecido que pode gerar o medo e a insegurança.

É normal que num primeiro momento o profissional não se sinta seguro, afinal, trata-se de uma atividade em que lhe falta, de partida, a experiência e o conhecimento técnico necessários. Ao mesmo tempo, é importante considerar que nem sempre esses requisitos são essenciais quando iniciamos um novo desafio e que outras competências que você já possui devem ter sido determinantes para que fosse o escolhido. Por exemplo, a capacidade de lidar com pessoas ou de mediar situações de crise são aspectos que ultrapassam o conhecimento técnico e que podem justificar a escolha de um profissional para assumir um novo cargo, mesmo sem experiência na área. Portanto, antes de sucumbir ao medo do novo, tente pensar o que você já tem que pode contar a seu favor e qual a melhor estratégia para desenvolver o conhecimento que ainda falta.

No caminho do desenvolvimento, algumas atitudes, não só do empregado, mas também da empresa, podem ser essenciais. Por exemplo, é importante que o gestor esteja próximo do profissional neste início, como uma forma de suprir a ausência de conhecimento técnico. Além disso, que seja definido um tutor, alguém mais experiente que possa repassar a sua experiência e conhecimentos. Apoiar a construção de um plano de trabalho que contemple ações, prazos e os resultados esperados também ajudará a manter o direcionamento e a clareza do que precisa ser feito.

Por parte do profissional, também é preciso que haja um investimento, não deixando apenas a cargo da empresa ou do gestor a responsabilidade sobre o seu desenvolvimento. Ele deve encarar a mudança como um desafio para sair da zona de conforto e crescer na carreira, desenvolver uma atividade nova e adquirir diferentes experiências que podem ser úteis até em outras oportunidades futuras.

Mas para ter sucesso, é preciso ter tranquilidade para passar por um inicio mais “conturbado”, em função do desconhecido, e determinação para superar as lacunas atuais. Neste sentido, pactuar com a gestão um tempo de preparação e apropriação do novo lugar é um passo fundamental, estabelecendo alguns prazos até que seja possível entregar um bom resultado. Estar aberto a aprender é também uma atitude crucial nesta trajetória, inclusive bancando total ou parcialmente uma capacitação caso esse tipo de investimento não esteja no escopo do que é oferecido pela empresa.

Enfim, o importante mesmo é não deixar uma boa oportunidade passar por medo de não “dar conta do recado” e tratar de buscar as condições necessárias para que o novo projeto possa dar certo.

Como se destacar no trabalho sem ser malvisto pelos colegas?

Publicado por:
25 jan

03.111

Se diferenciar, ser destaque na sua área ou receber uma promoção são ambições de boa parte dos profissionais. Mas quando esse reconhecimento chega, é preciso estar preparado para lidar com um eventual incômodo: o possível aumento da competição na relação com os colegas.

A competição é um movimento natural e está presente na maior parte dos relacionamentos interpessoais – nos grupos de trabalho ou nas relações familiares entre irmãos, pais e filhos, por exemplo. Porém, mesmo sendo um sentimento tão comum, a competição não costuma ser vista com bons olhos pelas pessoas, o que faz com que, normalmente, apenas o seu lado negativo apareça.

Pode parecer estranho, mas existem sim duas faces da competição. Ela pode servir positivamente, quando o sentimento gerado é de admiração e inspiração – o que chamamos popularmente de “inveja branca”. Mas também pode ser negativa, sendo capaz de gerar comportamentos de ataque e desmerecimento do outro. E quando o assunto é ascensão na carreira, as duas formas de competição podem aparecer, mas como fazer para minimizar a concorrência negativa?

Lidar com essa situação é uma responsabilidade conjunta do gestor que efetuou a promoção e do profissional que foi promovido. O gestor precisa deixar claro para a equipe a sua motivação ao promover o profissional e porque ele foi merecedor do novo status. É preciso, ainda, que ele seja claro ao explicitar e pactuar as novas atribuições e responsabilidades do promovido. Também é de grande ajuda quando o gestor tem uma atitude de integração da equipe, ressaltando a importância do grupo para que os resultados esperados sejam alcançados.

Já o profissional que foi promovido precisa adotar um comportamento que favoreça a sua aceitação. É importante não mudar drasticamente de comportamento ou se afastar abruptamente dos antigos colegas de equipe, mesmo que o novo cargo exija certo distanciamento. Esse “afastamento” deve ser feito de forma gradual, para não causar estranhamento ou comentários do tipo: “depois que fulano foi promovido, não é mais o mesmo”.

Também é essencial evitar uma exaltação da nova relação de proximidade com o chefe. Naturalmente, quando há uma promoção, esse vínculo é estreitado, mas é importante não usar isso como determinante de poder ou privilégios, e até mesmo forçar uma intimidade que não existe. Profissionais com esse comportamento acabam ganhando a alcunha de bajulador do chefe.

Em resumo, se há clareza no papel que foi cumprido e no caminho traçado até chegar a esse ponto de reconhecimento, fica mais fácil envolver as outras pessoas no sucesso alcançado. Porém, mesmo tendo todos esses cuidados, ainda podem aparecer aqueles que não reconhecem os méritos da promoção e adotam um comportamento negativo. Neste caso, chamar a pessoa em questão para uma conversa franca pode ajudar a resolver a situação.

As lições da crise para as empresas

Publicado por:
23 jan

04.21

Após um expressivo período de crise econômica severa, o cenário brasileiro está dando sinais de mudança. 2018 está sendo considerado o ano da retomada dos negócios para os empresários e alguns ensinamento dessa experiência continuarão valendo para o cenário de futuro promissor.

Para os empresários, há muitas lições a tirar desse período difícil. A primeira delas é que a gestão nos tempos de boa saúde financeira deve sempre levar em conta a possibilidade real de vir adiante um período de vacas magras. Neste sentido, ficou ainda mais claro que ter um gerenciamento orçamentário é fundamental. As empresas que investem na elaboração de um orçamento anual e o seguem corretamente, conseguem ter uma visão mais clara do futuro, têm um controle melhor dos gastos e evitam desperdícios.

Outra lição trazida pela crise foi a necessidade de aproveitar bem os recursos que já existem na empresa. E mesmo com a melhoria do cenário, não se deve perder a prática de avaliar com rigor a real necessidade de aumentar as despesas com novas contratações. Afinal, já se sabe que equipes enxutas, mas comprometidas e capacitadas podem ser tão ou mais produtivas do que aquelas com um grande número de integrantes. Mesmo com o reaquecimento do mercado, é preciso distribuir bem as responsabilidades e manter a otimização dos gastos.

Também na crise foi necessário ter ainda mais atenção à gestão de pessoas para manter as entregas em dia e conseguir estar preparado no momento da retomada econômica. Investir no desenvolvimento da equipe e na manutenção de um bom clima de trabalho exigiu que os gestores tivessem que estar mais próximos dos seus profissionais e isso deve ser preservado como mais uma boa lição.

Por fim, os empresários que conseguiram se manter competitivos na crise aprenderam que, mesmo em momentos de retenção financeira, é preciso ter tranquilidade para pensar no futuro e investir no que é importante.

A importância do autocontrole

Publicado por:
02 jan

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A ansiedade tem encontrado lugar no cotidiano de um número cada vez maior de profissionais. Ceder a impulsos imediatos, não avaliar bem antes de tomar uma decisão e não conseguir ter foco nos objetivos que se quer alcançar são algumas das características das pessoas ansiosas. Desenvolver o autocontrole se tornou, portanto, uma importante arma para vencer as dificuldades e se tornar um profissional bem sucedido.

Algumas pessoas são ansiosas desde a infância. Os pais, já muito cedo, pressionam seus filhos para que tenham bons resultados e mesmo sem saber acabam contribuindo para o desenvolvimento de um comportamento ansioso nas crianças e, futuramente, nos adultos que eles se tornarão. Porém, isso não precisa ser uma sentença definitiva. A ansiedade pode sim ser melhor administrada, assim como a capacidade de ter autocontrole.

No âmbito profissional, ter controle sobre seus impulsos e equilíbrio na hora de tomar decisões são qualidades preponderantes de um profissional maduro. Essa capacidade permite às pessoas lidar com as situações difíceis e delicadas com mais frieza e tranquilidade. Porém, não é nada fácil, no mundo de hoje, conseguir manter o autocontrole. Não somente na atividade profissional, mas na vida, de um modo geral, somos desafiados pelas urgências, estimulados ao consumo imediato, seduzidos pela mídia e pressionados pelos padrões sociais. Responder a toda essa pressão acaba sugerindo um tipo de comportamento mais imediatista e, muitas vezes, inadequado.

Mas fique atento: ter objetivos claros pode ser uma saída para manter o controle e seguir na direção dos seus objetivos. Ou seja, conhecendo os resultados que se quer atingir é possível conseguir tomar decisões mais assertivas e cautelosas. Perceba, por exemplo, que aqueles que têm metas financeiras conseguem mais facilmente reduzir o consumo e controlar seus gastos; num processo de emagrecimento, quem sabe exatamente quanto quilos precisa perder, em geral, consegue manter mais facilmente sua dieta em dia.

Enfim, entender que o controle da ansiedade pode estar em nossas mãos ajuda e muito. Vamos dar o primeiro passo?

As lições da crise para os profissionais

Publicado por:
28 dez

05.3

Muito tem se falando sobre a retomada da economia brasileira após o pior da crise. O mercado está reaquecendo e isso impacta diretamente na dinâmica das empresas e dos profissionais. Mas algumas atitudes e ensinamentos que foram essenciais para a sobrevivência durante este período devem continuar valendo.

A primeira delas é a importância de ter uma reserva financeira. Muitos profissionais se depararam com cortes na remuneração e até com o desemprego sem ter nenhum dinheiro guardado para enfrentar a nova realidade. Por este motivo, as pessoas que antes não davam a devida importância ao planejamento financeiro tiveram que aprender a viver com menos e se adaptar às restrições orçamentárias. Hoje, no entanto, já sabem por que guardar dinheiro pode ser uma questão de sobrevivência no futuro.

Outro ponto de atenção foi o controle de gastos. Durante a crise, se fez mais do que necessário atentar para os custos e passar a gastar com mais responsabilidade, sempre planejando e analisando se a reserva financeira suportaria gastos maiores ou se seria o caso de adiar a decisão sobre a compra de um carro ou fazer uma viagem, por exemplo.

Com relação ao trabalho, a crise deixou ainda mais clara a importância de se manter competitivo, ampliando os conhecimentos, estando sempre atento às áreas de aprendizado e sendo flexível para assumir novas responsabilidades, já que a instabilidade levou muitas empresas a enxugarem suas equipes. Muitos profissionais que conseguiram se manter empregados tiveram que desempenhar novas funções e, com isso, as empresas perceberam que é possível fazer mais com menos. Neste sentido, talvez alguns postos de trabalho não sejam mais repostos mesmo com o mercado reaquecido.

Por fim, a necessidade de ser resiliente foi outra lição importante. Profissionais mais resistentes e com uma postura mais queixosa diante da realidade de mudanças tiveram grandes perdas. Para estes fica, talvez, a maior lição: é essencial valorizar o trabalho que se tem e dar o melhor de si, principalmente num momento de adversidade.

Encontre o emprego certo para você

Publicado por:
26 dez

03.7

Pessoas que passam mais tempo desempregadas correm mais risco de aceitar a primeira oportunidade que aparece pela frente. Quais os impactos dessa escolha para a sua carreira?

Passar um tempo longe do mercado de trabalho gera angustia e desanima qualquer profissional que dedicou tempo investindo na sua carreira. E o pior é que ninguém está livre disso, mesmo aqueles que possuem uma ótima capacidade de empregabilidade (ou seja, têm um bom currículo, qualificações e experiência comprovada). Mas atenção, se você ainda tem condições financeiras de segurar mais um tempo sem receita, procure manter o equilíbrio emocional e continuar na busca pelo emprego certo para você.

Isso porque é muito comum que nestas horas o profissional se desestabilize emocionalmente e passe a considerar oportunidades que se distanciam da sua rota profissional. Além disso, passam a aceitar oportunidades sem considerar condicionantes que podem pesar no futuro, como por exemplo, salário aquém da expectativa inicial ou o retorno a uma rotina de trabalho mais operacional quando na verdade sua experiência já estava mais voltada para funções de gestão.

O risco de se deixar levar pelo medo do futuro e pela angustia de ficar sem emprego é optar por um trabalho que, muito provavelmente, não durará por muito tempo. Seja porque outras oportunidades melhores irão acabar surgindo e o fará mudar de rumo em pouco tempo, podendo prejudicar sua imagem profissional ou “manchar” seu currículo; ou porque a atividade não se encaixa no seu perfil profissional e você não consegue apresentar o desempenho necessário. Por um motivo ou por outro, o impacto na sua trajetória é certo.

Ao mesmo tempo, deve-se ter cuidado para não idealizar demais uma oportunidade e colocar defeitos desnecessários em todas as que aparecem na sua frente. É importante considerar que quando traçamos um caminho profissional muitas vezes precisaremos fazer alguns ajustes e concessões.

Inclusive, pode fazer parte dessas concessões dar um passo para trás na remuneração ou no cargo que atuava. A questão é fazer esta análise com cautela e segurança da decisão que está sendo tomada, tentando diminuir os impactos da ansiedade por um novo emprego. Este último sim é que pode te colocar numa situação difícil no futuro.