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Como lidar com o gestor que só se comunica por e-mail?

Publicado por:
29 jan

03.41

A prática da comunicação constante é uma ferramenta essencial para a gestão. Entretanto, nem sempre os gestores utilizam os meios de comunicação da melhor forma. Se o seu gerente envia demandas e orientações por email, mas não trata pessoalmente as questões, muitas dúvidas podem surgir e os ruídos na comunicação podem acontecer. Então, como tirar as dúvidas?

O e-mail, uma das ferramentas importantes dentro de uma empresa, pode tornar-se vilão na relação entre profissionais. O gestor que não toma cuidado com as informações enviadas por meio eletrônico pode acabar gerando dúvidas no profissional que está sendo orientado. Quando as questões não ficam bem esclarecidas, geram ruído na comunicação, e o resultado da demanda pode ser completamente avesso ao solicitado e o produto corre o risco de ficar pronto muito depois do previsto, atrasando todo o planejamento da empresa.

Meios de comunicação instantânea, a exemplo do e-mail e do WhatsApp, apesar de serem essenciais, não podem se tornar a única via de troca de informação. Tratar questões pessoalmente não pode jamais ser um item dispensável na relação empresarial, e melhorar a comunicação pode ser mais fácil do que se imagina.

O profissional orientado deve sempre informar ao gerente as dificuldades de entendimento das demandas recebidas para, juntos, buscarem uma maneira de solucionar o problema. As reuniões são ocasiões ideais para tirar dúvidas sobre resultados esperados e o padrão de qualidade desejado. Fazer perguntas ao receber um novo projeto também é muito importante e pode prevenir um resultado não satisfatório.

Mais importante ainda é combinar com o gestor a necessidade de orientações mais diretas, que podem seguir o modelo mais conveniente aos dois, seja através de reuniões pontuais ou troca de informações diárias. O que não pode é ficar calado, sem entender a mensagem e correr o risco de ter retrabalho e sua imagem comprometida.

Comentários

  • José Zulmar Lopes em 03/02/15

    Eu trabalhei com um gerente que tinha uma tremenda dificuldade para falar o que queria, mas era de uma clareza ímpar ao escrever. O que ele não conseguia expressar em quinze minutos de conversa, expressava em cinco linha de texto. E o que ele fez foi escolher a forma como se comunicava melhor.

    Há outros motivos que levam chefes a escrever, e o principal deles é deixar tudo registrado, para que não fiquem dúvidas, nem na hora, nem mais tarde. Escrever evita duas famosas desculpas, aquela do “Puxa, não me recordo.” E a do “Ah, eu tinha entendido outra coisa.” Poderíamos acrescentar também outros atributos menos louváveis num chefe como insegurança pessoal e desconfiança em relação a equipe.

    Há situações em que uma conversa é o caminho mais indicado. E outras em que um registro escrito é indispensável.

    Não é preciso que o chefe seja nem um orador, nem um escritor, mas apenas que ele saiba decidir qual opção será a mais eficiente para cada situação, o que de modo geral, é o mínimo que se espera de um bom chefe.

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