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Apagão de RH: oportunidade ou ameaça?

Publicado por:
07 maio

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Quase todos os dias, a palavra desemprego povoa nossos noticiários, deixando apreensivos muitos jovens. Por outro lado, fala-se bastante num tal “apagão de RH”: sobram vagas e faltam profissionais com o perfil desejado. Parece contraditório? Talvez. Mas vamos entender melhor o que acontece.

Cada vez mais, as organizações precisam de profissionais altamente qualificados para fazer jus à competitividade que caracteriza nossos dias. E, quando falamos em qualificação, não se trata apenas de uma boa formação acadêmica e conhecimento técnico: aspectos comportamentais, atualização constante e disposição para lidar com desafios são fundamentais.

Nessa corrida por “talentos”, diversas empresas terminam fazendo propostas superatraentes, sobretudo do ponto de vista da remuneração, a jovens profissionais. Além disso, é comum contratá-los ainda na universidade — muitas vezes com um enorme potencial, mas sem o devido preparo —, pulando etapas importantes do programa de estágio ou trainee.

Esses jovens, encantados com a “oportunidade precoce” e a oferta salarial atrativa, tendem a ignorar outros aspectos e, às vezes, nem avaliam se estão de fato preparados para as exigências do cargo. Resultado: passado o entusiasmo inicial — e ele não tarda a passar —, é comum surgirem frustrações. É nessa hora que vêm à tona os problemas decorrentes da inexperiência ou da imaturidade.

Para não cair na armadilha da “oferta gorda”, é importante ter uma estratégia profissional bastante clara. Ou seja: saber aonde e como chegar. Nesse sentido, bons programas de estágio dão uma força e tanto. Eles proporcionam vivência no ambiente organizacional, contato com os primeiros desafios profissionais, oportunidade de se autoavaliar e de ser avaliado e acompanhado por alguém experiente, que pode apontar caminhos e ajudar no seu desenvolvimento.

Por isso, planeje cuidadosamente sua carreira e busque as organizações que lhe ofereçam perspectiva de desenvolvimento. E muito cuidado com as chamadas “ofertas gordas”. A remuneração costuma ser proporcional à sua responsabilidade, portanto ela deve aumentar à medida que você adquire experiência e maturidade. Afinal, o que se constrói gradualmente, respeitando-se cada etapa, tende a ser mais sólido.

Como podemos ver, o “apagão” de mão de obra tem exigido mais não apenas das empresas, mas também dos profissionais. Um desafio, com certeza. Oportunidade ou ameaça: apenas uma questão de ponto de vista.

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