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É possível dissociar os interesses da empresa e da família?

Publicado por:
16 jan

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Uso da reserva financeira para atender interesses particulares, abuso de poder, conflitos que começam em casa e são estendidos para dentro da organização ou até decisões importantes tomadas em almoços de domingo ainda são fatos recorrentes em empresas familiares. Mas será que é possível manter um negócio sustentável quando os interesses da organização e da família se tornam indissociáveis?

As estatísticas revelam que a principal ameaça à longevidade das empresas familiares não está em questões políticas, econômicas ou sociais, mas sim no descuido da administração dos conflitos entre os familiares, seja por poder, espaço, status, dinheiro, reconhecimento, etc. Sabemos que, muitas vezes, é fácil confundir as demandas particulares dos integrantes da família com as demandas do negócio, mas é preciso atentar que, quando as prioridades familiares concorrem com as empresariais, o resultado, via de regra, será o desgaste na família e na empresa.

Assim como afirmou Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, “a empresa e a família só sobreviverão e sairão bem se a família servir à empresa. Nenhuma das duas seguirá bem se a empresa for dirigida para servir à família”. Esta é uma lógica que, para ser colocada em prática, passa essencialmente pelo processo de profissionalização da empresa familiar. Ou seja, quanto mais profissionalizada for a sua gestão, mais fácil será colocar as necessidades do negócio como prioridade.

Neste caminho, se faz necessário estabelecer acordos e regras, criar códigos de ética e conduta que norteiem as ações de todos os familiares, independentemente de estarem trabalhando ou não nos empreendimentos familiares, a fim de proteger os interesses da organização e preservar a unidade familiar. Esses pactos devem levar em conta temas como: condições para a família entrar no negócio, contratação de amigos e parentes como empregados ou prestadores de serviços, regras para retirada do pró-labore e distribuição de resultados, procedimento para venda de participação societária, uso do patrimônio da empresa para fins particulares, entre outros.

Mas, principalmente, é preciso que todos compreendam a família empresária como um sistema que tem uma interdependência complexa entre seus integrantes e, para que essa engrenagem funcione corretamente, é preciso trabalhar para que os interesses da organização sejam sempre considerados como prioridades.

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